terça-feira, 15 de maio de 2012

Concretando ilusões


Lamentar aquilo que deixamos de fazer não vai virar o jogo para seu lado, só alimentará a certeza do adversário de que sempre será um eterno e pragmático herdeiro da incerteza, da ilusão, da confusão e da sua própria frustração interior. Palavras... Palavras... De que me adianta tê-las se não a posiciono da forma que tu queres que elas estejam? Da forma que em que sua estrutura se torne tão rígida quando de uma pedaço de concreto que alicerça toda a sua ponte poética? Pergunta-me um dia se o que eu faço com elas, ti também consegue fazer na sua forma de preparar essa massa que parece tão "rala" que todas suas paredes caíram com o mais leve encostar das mãos, com o simples fechar de uma porta. Sua arquitetura não foi feita para sustentar tamanha proporção de cimento, quanto mais de argamassa... Esqueça este mundo e experimente de vez em quando uma "lama"! Exatamente! Com a "lama" podemos fazer tamanhas diversidades e apetrechos que nossa mente consegue imaginar, e não fixar na superfície do conhecimento em que depois de toda massa secar, só se constrói algo novo com o uso da britadeira para destruir tudo e refazer sua construção interior...




Marcílio Pereira Aguiar (MPA)  

terça-feira, 8 de maio de 2012

O laço que não se esquece



Você me aguarda, me espera, mas demonstrar não querer essa vontade inquietante em seu interior, só para não demonstrar que é o elo fraco do sentimento, mas se esperar eternamente a minha atitude com relação a isso, então estaremos no mesmo barco e perecemos juntos nessa imensidão chamado "amor". Pequena... Mas não invisível aos olhos... Aguardo-te se me aguardastes.



Marcílio Pereira Aguiar (MPA)

sexta-feira, 4 de maio de 2012

A curiosidade desse "clarear"



Como podemos descrever o desejo de querer ter algo que alguém já o possui, e ainda assim nosso ser acaba desistindo ou parando de pensar naquela possibilidade de ter esse algo. Ao nosso redor vemos sentimentos, ouvimos e descrevemos tudo isso em nossa mente quando nossa visão consegue achar um ponto “branco” em um lugar escuro, que muitos não conseguem vê por estarem cegos para o que realmente lhes chamam atenção.  Quando percebemos o ponto na tela escura, parece que ficamos curiosos para saber como  “ela” se sente em meio a tanta obscuridade, a tanta coisas e pessoas diferentes do seu jeito natural de ser, parecendo gostar de está ali compartilhando seu pequena “claridade” para uma quantidade enorme de contraste. Não sei como vai acabar aquele ponto “branco” na tela, mas uma coisa é certa, jamais a parte escura esquecerá que ali existiu uma “cor” marcante, que apesar de pequena não deixou de ser importante para ficar marcada na sua história. 


Marcílio Pereira Aguiar (MPA)