terça-feira, 15 de maio de 2012

Concretando ilusões


Lamentar aquilo que deixamos de fazer não vai virar o jogo para seu lado, só alimentará a certeza do adversário de que sempre será um eterno e pragmático herdeiro da incerteza, da ilusão, da confusão e da sua própria frustração interior. Palavras... Palavras... De que me adianta tê-las se não a posiciono da forma que tu queres que elas estejam? Da forma que em que sua estrutura se torne tão rígida quando de uma pedaço de concreto que alicerça toda a sua ponte poética? Pergunta-me um dia se o que eu faço com elas, ti também consegue fazer na sua forma de preparar essa massa que parece tão "rala" que todas suas paredes caíram com o mais leve encostar das mãos, com o simples fechar de uma porta. Sua arquitetura não foi feita para sustentar tamanha proporção de cimento, quanto mais de argamassa... Esqueça este mundo e experimente de vez em quando uma "lama"! Exatamente! Com a "lama" podemos fazer tamanhas diversidades e apetrechos que nossa mente consegue imaginar, e não fixar na superfície do conhecimento em que depois de toda massa secar, só se constrói algo novo com o uso da britadeira para destruir tudo e refazer sua construção interior...




Marcílio Pereira Aguiar (MPA)  

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